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	<title>Pela rua</title>
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	<description>Divagações inquietantes e sem fundamento, crônicas e histórias desvirtuadas, papos de buteco, incursões etílicas ou não, relatos de amor a uma cidade, variações sobre um mesmo tema, impressões do cotidiano e tudo o mais o que se faz e se vê pela rua.</description>
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		<title>Férias do Pela Rua</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Jan 2012 17:45:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pela rua</dc:creator>
				<category><![CDATA[Perambulações]]></category>

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		<description><![CDATA[Enfim, é chegado o momento de dar aquela descansada. Para seguir adiante é sempre necessário dar uma pausa, uma leve e breve afastada da rua. Recomendo a todos, se possível, que façam o mesmo. Voltaremos provavelmente em fevereiro. Sintam-se à vontade para passarem por longe daqui. Quando voltarem serão sempre benvindos. Até mais!<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pelarua.wordpress.com&amp;blog=8438715&amp;post=2355&amp;subd=pelarua&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" title="Férias na rede" src="http://pelarua.files.wordpress.com/2012/01/rede_coqueiros.jpg?w=380&#038;h=285" alt="" width="380" height="285" /></p>
<p>Enfim, é chegado o momento de dar aquela descansada. Para seguir adiante é sempre necessário dar uma pausa, uma leve e breve afastada da rua. Recomendo a todos, se possível, que façam o mesmo. Voltaremos provavelmente em fevereiro. Sintam-se à vontade para passarem por longe daqui. Quando voltarem serão sempre benvindos.</p>
<p>Até mais!</p>
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		<title>Abaixo-assinado &#8211; um conto escolar</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Jan 2012 19:40:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pela rua</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas/Contos]]></category>
		<category><![CDATA[Realismo Fantástico]]></category>

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		<description><![CDATA[Os alunos ainda se adaptavam às recentes mudanças em suas vidas, afinal, poucos meses atrás eram poucas turmas com não mais do que vinte alunos, uma única professora, que sabia o nome de todos e suas cabeças ainda funcionavam como devem funcionar as cabeças de crianças, sem maiores malícias além daquelas típicas maldades infantís que [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pelarua.wordpress.com&amp;blog=8438715&amp;post=2324&amp;subd=pelarua&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os alunos ainda se adaptavam às recentes mudanças em suas vidas, afinal, poucos meses atrás eram poucas turmas com não mais do que vinte alunos, uma única professora, que sabia o nome de todos e suas cabeças ainda funcionavam como devem funcionar as cabeças de crianças, sem maiores malícias além daquelas típicas maldades infantís que não são passíveis de represálias, justamente por serem &#8220;coisas de criança&#8221;, nem picuinhas e outras formas de intriga. Ou se era amigo, ou se era inimigo, uma simplicidade característica do universo infantil. Agora não, novos alunos, turmas um pouco maiores (chegavam a 25 alunos por turma) e em maior quantidade, vários professores, que demoravam a decorar o nome dos alunos todos, sem falar no embaralhamento das turmas que separavam por boa parte do dia pessoas que se conheciam desde a pequena infância.</p>
<p>A idade da garotada também era um fator de preocupações constantes. Uns mais cedo, outros mais tarde começavam a entrar naquela fase que se convencionou chamar de pré-adolescência. Fase de angústias, de incertezas que somente fazem aumentar, de novos sentimentos, de revoltas, enfim, um redemoinho na cabeça não só daquela, como de toda juventude.</p>
<p>As turmas embaralhadas, por sua vez, ao invés de permitir uma ressocialização e ampliar os laços de amizade, acabavam por isolar alguns daqueles garotos, que não sentiam pertencer àquele grupo, ou ficavam desconfortáveis frente a essa nova situação, embora fizessem parte de uma mesma turma na lista de chamada. Novas amizades surgiam, mas, no entanto, sempre havia o caso de uma pessoa que parecia não conseguir fazer amizade com ninguém.</p>
<p>Foi mais ou menos isso que aconteceu com uma das meninas daquela escola. Aluna nova da escola, por algum motivo a menina não conseguia se adaptar à turma, não tendo feito nenhuma amizade com o pessoal da sala em meses. Sentava-se no fundo, numa carteira isolada, sem praticamente conversar com ninguém. Na saída, conversava com uns poucos que voltavam no mesmo ônibus escolar (na ida não, pois de manhã sabe-se que quase ninguém abre a boca durante a viagem &#8211; tirando pra bocejar -, buscando prolongar o sono interrompido), que acabaram por virar seus poucos amigos de colégio.</p>
<p>E eram, na realidade, muito poucos mesmo. A menina também, de gênio forte, costumava criar pequenos atritos com os outros alunos, inclusive com seus amigos de ônibus escolar. Certo dia, no início do segundo semestre, por alguma irritação típica da idade, o atrito se deu com toda sua turma, dentro da sala de aula, mas antes do professor entrar. Também por provocação típica da idade, todos os meninos e meninas da turma se juntaram contra a pobre da garota, numa discussão que chamou a atenção dos alunos das outras salas, que correram para ver.</p>
<p>Na saída, todos os alunos já sabiam do acontecido. Tendo sido a última a sair, por conta de uma conversa com a direção para exclarecer os fatos, dezenas de olhos e dedos apontavam em direção à menina na saída da escola, sob exclamações e sussurros de &#8220;então foi ela!&#8221;. A menina correu e, ao entrar no ônibus escolar, talvez pelo nervosismo que toda aquela situação lhe causara, foi ríspida com seus outros colegas esbravejando horrores. Um dos meninos com quem mais conversava &#8211; e implicava, pois naquela idade todos ainda eram mais crianças do que qualquer outra coisa &#8211; , em virtude da afinidade que criaram ao longo de um semestre e por serem os últimos deixados em casa pelo ônibus, a partir daquele dia (após uma simples pergunta de &#8220;o que houve?&#8221; e uma ríspida resposta &#8220;não me encha o saco! Vai se danar, seu idiota!&#8221;), cortou relações e não mais lhe dirigiu a palavra.</p>
<p>No dia seguinte, ao invés de a poeira baixar, a situação permaneceu sob clima de tensão entre as meninas e seus colegas de sala. Foram crescendo os rumores sobre uma provável mudança de sala da garota. E era verdade, a garota havia pedido para ser transferida de turma, iria para a turma de seus poucos colegas mais chegados com quem viajava no mesmo ônibus escolar.</p>
<p>Ao saber da notícia, surpreendentemente a turma ficou revoltadíssima e não quis de maneira alguma aceitar a menina para se juntar a eles. Logo surgiu a ideia de um abaixo-assinado pedindo que a menina não fosse integrada àquela classe sob argumentos dos mais esdrúxulos, que iam da lotação da sala até a perturbação da harmonia do convívio de todos por ali. A garotada resolveu inaugurar sua verve participativa logo numa situação de intolerância, coisas da democracia.</p>
<p>Feito o texto do abaixo-assinado, em conjunto, faltava a coragem pra botar a cara naquela lista. Surpreendentemente, mas não tanto assim, quem primeiro se apresentou e inaugurou as assinaturas foi justamente um de seus melhores amigos do ônibus escolar, aquele que ainda se encontrava magoado por conta dos desaforos que levou pra casa por se preocupar com o estado da menina.</p>
<p>Quase todos assinaram. Quase todos porque apenas um, um menino tido como o doidinho da turma, se negou a botar seu nome naquela lista. Loucura não é exatamente uma questão de aparência. Tudo bem que não se passava de um bando de crianças fazendo uma atitude impensada, mas às vezes a sensatez é  a maior virtude daqueles que são julgados por serem diferentes. Bom, voltando à historinha, tudo aquilo não poderia dar em outra coisa senão num senhor esporro da diretoria em toda a turma no dia seguinte, quando lhes chegou o abaixo-assinado em mãos, salvo o até então doidinho que foi enaltecido e utilizado como exemplo de pensamento maduro (algumas menininhas ficaram loucas pelo rapazote, mas aí já é outra história).</p>
<p>Não é nem preciso falar que todos se arrependeram da burrada do dia anterior. Todos pediram desculpas à menina e ela acabou integrada à turma. Apesar de todo esse início conturbado, quase tudo transcorreu normalmente no primeiro dia na sala nova. Quase tudo, pois, apesar de ter sido o primeiro a fazer o pedido de desculpas à menina, a situação ainda não estava como antes entre ela e aquele que assinara primeiramente o nome na lista, seu melhor amigo. Havia um desconforto nas conversas entre os dois, corriqueiras, meramente protocolares, sem contar que as pirraças costumeiras cessaram. </p>
<p>Na sexta-feira daquela mesma semana lá estavam os dois, voltando pra casa no ônibus escolar, jogando um jogo com outros colegas, todos concentrados no fundo do ônibus. Os colegas foram descendo um a um, até que, por falta de jogadores suficientes, o jogo terminou. Todos desceram e sobraram apenas os dois, naquele desconforto por estarem pela primeira vez somente o dois frente à frente após toda aquela celeuma (a menina faltara na véspera e na antevéspera o menino não havia voltado pra casa de ônibus). Ficaram sentados lado a lado nas últimas cadeiras à esquerda, quietos, sem demonstrar qualquer reação por uns cinco minutos. Até que num gesto de bravura, pouco antes da casa da menina despontar na última curva do caminho, o menino se virou para a garota com um pedido de desculpas, para em seguida lhe dar um beijo na boca, um selinho que durou não mais que uns dois segundos, provavelmente o primeiro beijo de ambos, bastante ingênuo, inocente.</p>
<p>- Claro que te desculpo. E você, me desculpa?</p>
<p>- Desculpo.</p>
<p>A partir daquele dia, sentaram-se lado a lado na sala por todos os dias até o final do ano. No ano seguinte, a menina trocou de escola.</p>
<p>Até mais.</p>
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		<title>Só pra não perder a chance de dar uma última limada no ano</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Dec 2011 23:58:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pela rua</dc:creator>
				<category><![CDATA[Análises]]></category>
		<category><![CDATA[Divagações]]></category>
		<category><![CDATA[Indignações]]></category>

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		<description><![CDATA[Pretendo ser breve, mas vocês sabem da minha dificuldade. O que não falo com a boca, sai por palavras escritas ou digitadas. Pode ser por timidez, que é uma merda, mas a garganta sempre rouca, é outra. Venho agora descer rapidamente o malho nas mudanças que a cidade do Rio de Janeiro vem sofrendo, em ritmo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pelarua.wordpress.com&amp;blog=8438715&amp;post=2256&amp;subd=pelarua&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pretendo ser breve, mas vocês sabem da minha dificuldade. O que não falo com a boca, sai por palavras escritas ou digitadas. Pode ser por timidez, que é uma merda, mas a garganta sempre rouca, é outra. Venho agora descer rapidamente o malho nas mudanças que a cidade do Rio de Janeiro vem sofrendo, em ritmo acelerado, uma após a outra, num processo que teve início por conta da escolha da cidade como sede das olimpíadas de 2016 (já falei por aqui que não sou contrário às olimpíadas, mas o fato é que não desperdiço nem lenha no fogo por esses caras do COB, da prefeitura, do governo do estado, ou até mesmo um ou outro do ministério dos esportes).</p>
<p>A série de obras que vem sendo realizadas, expressas na infinidade de placas de &#8220;Desculpe o transtorno&#8221; que vemos por aí, vem provocando mudanças que a população ainda não se deu conta. O problema nisso tudo não está no inferno que se tornou a realização de determinadas travessias pela cidade nos horários mais cheios, pois espera-se que essas obras um dia se concluam, mas sim nas mudanças que elas irão trazer ao carioca, no seu conhecimento sobre e no seu jeito de tratar com a cidade, de como utilizar os espaços públicos.</p>
<p>Deixem-me explicar, essas obras, tais como a construção de corredores expressos para ônibus, construção e demolição de viadutos, túneis, espigões, etc. trazem um impacto para o cotidiano da população, não necessariamente ruim. Se sair a demolição do viaduto da perimetral, por exemplo, não há dúvidas de que a vista da cidade ficará mais bonita. No entanto, qual o projeto para compensar essa via a menos no local? Nada está muito claro, até hoje, com obras já em andamento na região do &#8220;Porto Maravilha&#8221; (aliás, que nomezinho, hein?).  Está no projeto dessa gente, ainda, a construção de enormes arranha-céus na região portuária, que descaracterizariam a porta de entrada do Rio. Ainda assim, poderiam me chamar apenas de conservador por uma crítica dessas (afinal, porque não modernizar a baía de guanabara? O Pão de Açúcar, com suas velhas rochas arredondadas, traz uma ideia de rusticidade, está ultrapassado, não é em nada condizente com a moderna visão que queremos da cidade maravilhosa, queremos gigantes prédios espelhados, é preciso mudar, ou mudar de vez!). No entanto, esses modernosos prédios, perfeitos para a realização de negócios (sabe-se lá de qual ordem), somente seriam possíveis com a retirada das construções já existentes na região. E estão vindo, sob a forma de demolições (que não ocorrem apenas no &#8220;porto maravilha&#8221;, mas em toda a cidade). Há ainda o agravante, que vem sendo continuamente denunciado, mas nunca (ou quase) reportado de que essas demolições vem acontecendo nos mais esdrúxulos horários &#8211; de madrugada, ou quando os moradores saem para trabalhar - e nenhuma restituição é dada. Perdem suas casas, que muitas vezes lá estavam há décadas sem nenhum resquício de ilegalidade (porque essas autoridades, na ausência de argumentos acabam apelando até para pequenas irregularidades, como atraso na última parcela do IPTU, ou calçadas &#8220;perigosas&#8221;, pra desalojar na marra) e não recebem nem indenização por isso. A situação está complicadíssima, para dizer o mínimo, e a atuação está se baseando na covardia pura. Depois reclamam de ocupações cidade adentro.   </p>
<p>Outras mudanças que vem acontecendo, sem consulta prévia da população, são essas alterações nos pontos, itinerários e até nas cores dos ônibus. Quanto a essa última, desconfio até que porventura, num sopro de bom-samaritanismo de alguém de dentro da prefeitura, essas mudanças tenham vindo com boa vontade. A alteração dos números de algumas linhas não foi uma ação ruim, afinal seu prefixo diz respeito a um código pré-estabelecido (começando em 1 são as que vão do centro à zona sul, em 2, do centro à zona norte, em 3, do centro à zona oeste e por aí vai&#8230;), porém, a mudança das cores, do jeito que foi feita, parece piada de mal gosto. Se a intenção é &#8220;limpar&#8221; a imagem da cidade, padronizando as cores do ônibus, porquê cores em tons &#8220;bebê&#8221;, e os ônibus tendo a maioria branca? Os bichos eram todos coloridos justamente para uma pessoa reconhecê-los ao longe, de frente, de lado ou por trás (ui!), durante o dia ou à noite, e não por quaisquer questões estéticas envolvidas.</p>
<p>A implementação de corredores, feita sem consulta à população também é passível de críticas. Avisar à população com duas semanas de antecedência não é de maneira alguma a coisa certa a se fazer. Sem contar que os pontos se alteraram de tal forma que às vezes a pessoa terá de saltar três quarteirões antes ou depois do local habitual. Não sei se essa é a solução correta para o trânsito. Aliás, o que são essas siglas?! BRS&#8217;s, BRT&#8217;s, porque não botam a porcaria do nome em português?! Que eles são uns vendidos, todos sabemos, mas a língua falada por aqui ainda é o que Noel falava já ter passado de  português, o brasileiro. Como pequeno ato de desobediência civil, a partir de agora, os BRT&#8217;s só serão chamados por mim de VLP&#8217;s (veículos leves sobre pneus) &#8211; tem uma galera já falando nesses termos, não é invenção minha.</p>
<p>O que está muito claro nessas transformações todas é o fato de que tem um pessoal levando uma grana forte nesses &#8220;investimentos&#8221;. A máfia é a mesma, Fetranspor e especuladores imobiliários à la Delta. Enquanto não corrigirem o sistema de transporte, sempre serão necessárias novas obras e adaptações. Todo mundo está cansado (no final do ano então!) de saber que é preciso investir em trens, metrôs e transportes de massa, e não em coletivos.</p>
<p>Ia falar algo das ciclovias, mas fica apenas a breve crítica àquela papagaiada laranja que implantaram. Me recuso a fazer propaganda pra banqueiro.</p>
<p>Entrando novamente nos trilhos, estendo meu comentário para a necessidade de se fazer um transporte que ligue também as grandes cidades, como é por exemplo o eixo Rio-São Paulo, não apenas um trem-bala como pretendem, mas o retorno de um trem de passeio. Enfrentar trânsito nas estradas não é questão de se culpar o aumento do poder aquisitivo da chamada classe C (desculpem o atropelo nos argumentos, é final de ano, vamos assim mesmo). Estão com dinheiro pra viajar, ainda bem que estão, sinal de algo vem dando certo por aqui. Congestionamentos nas proximidades das metrópoles representam apenas a obsolescência de algumas vias, a ausência de investimentos por anos e anos na ampliação de acessos rodoviários, hidroviários e, principalmente, ferroviários. Torço pra que esse anel rodoviário dê uma melhorada no negócio, mas ainda não consigo (e nunca conseguirei, creio) engolir aqueles trens em perfeito estado que foram enterrados nos idos dos anos 1990. </p>
<p>Pra manter a linha do inaceitável e terminar esse texto (que já me começa a dar nos nervos e eu não quero ficar nervoso na véspera de ano novo &#8211; e olha que nem falei dos absurdos casos do bondinho e das barcas), é impressionante como o poder público simplesmente caga e anda para o entorno da central e rodoviária (e &#8220;porto maravilha&#8221; e tudo o que não apareça como um lugar com &#8220;boas oportunidades para negócios&#8221;). Após voltar de um evento de arromba e pegar, pra variar, o ônibus que dá a maior volta, passamos uns  &#8220;bons&#8221; cinquenta minutos pra atravessar esse pequeno percurso, eu e Pedrinho, e pudemos minuciosamente observar como aquela região é abandonada, apesar das placas de &#8220;desculpe o transtorno&#8221;, &#8220;bueiros desnivelados&#8221;, entre outras.</p>
<p>Enfim, por esse ano chega! Um feliz ano novo pra todos! Lembrando sempre que ano que vem tem eleição, por favor, não façam a burrada de reeleger esse mauricinho nem o outro mauricinho, filho do ex-alcaide que desgovernou as terras de Cunhambebe por praticamente 16 anos (porque o Conde, mesmo brigado, era um mero boneco e fez o mesmo que o Cesinha, né?). Já basta ter que aguentar o Cabralzinho por mais três anos no governo do estado.</p>
<p>Até mais, até 2012!</p>
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			<media:title type="html">Pela rua</media:title>
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		<title>Banheiros de Buteco (IX)</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Dec 2011 19:15:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pela rua</dc:creator>
				<category><![CDATA[Banheiros de Buteco (a série)]]></category>

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		<description><![CDATA[O final de ano se aproxima, muitos são os motivos para se comemorar e as festividades que ocorrem em todos os lugares. Logicamente, nos botequins, a vida não poderia ser diferente. No entanto, essa nona edição da série Banheiros de Buteco possui algumas particularidades quanto a isso. Primeiramente, a ida ao boteco  em questão não se deveu [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pelarua.wordpress.com&amp;blog=8438715&amp;post=2260&amp;subd=pelarua&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O final de ano se aproxima, muitos são os motivos para se comemorar e as festividades que ocorrem em todos os lugares. Logicamente, nos botequins, a vida não poderia ser diferente. No entanto, essa nona edição da série Banheiros de Buteco possui algumas particularidades quanto a isso. Primeiramente, a ida ao boteco  em questão não se deveu a nenhuma festividade de final de ano, sendo praticamente rotineira pra alguns. Em segundo, fazia parte da despedida de uma pessoa da tradicional pelada da galera.</p>
<p>Se fosse apenas sua despedida da pelada, o problema seria apenas o de encontrar alguém com um faro de gol tão apurado e um fôlego pré-infantil tal qual o de sua pessoa. Acontece que João, o rapaz em questão, o cara com o qual provavelmente mais litros compartilhei da mesma garrafa, entre outras histórias que necessitariam de um série de postagens, resolveu sair do Rio de mala e cuia, deixando-nos desorientados. Vai ser foda aguentar essa cidade cada vez mais avacalhada pelas oficialidades sem o convívio direto e contínuo com esse cara, para dizer o mínimo. Felizmente, restam ainda muitos tão queridos como ele, além do fato de que sabemos ter sido essa mudança praticamente uma ampliação dos limites dos subúrbios da central. A experiência prática já comprovou isso.  </p>
<p>Bom, vamos falar do buteco. Conforme já adiantei, quinta-feira à noite rola a tradicional pelada da galera. Após a mesma, vez por outra o troço se estende até o bar próximo, situado na rua Gago Coutinho, número 51, ora apenas pra uma básica hidratação (comprove <a title="Você pensa que cerveja é água?" href="http://noticias.uol.com.br/tabloide/tabloideanas/2011/09/20/cerveja-hidrata-igual-agua-diz-estudo---e-e-mais-divertida-diz-o-uol-tabloide.jhtm">aqui</a>), ora pra assistir a algum jogo da rodada, ora pra encher a cara mesmo. Na ocasião relatada, obviamente, a intenção foi fechar o estabelecimento. Além dos peladeiros, em peso e sobrepeso, figuras que por diversos motivos, que vão de contusões até os menos nobres trabalho e estudo no horário, não podem mais frequentar cotidianamente as disputadas pelejas, estiveram presentes. Sendo majestosamente atendidos pelo garçom Sabino, o melhor que conheço em toda zona sul, Zé, o dono, e aquele outro magrinho de cabelo preto que não lembro o nome nem por um decreto da presidenta, abrimos os trabalhos, em meio àquele tiragosto de batatinhas e azeitonas que os clientes habituais desfrutam por lá, graças ao Henrique, o primeiro assíduo da localidade dentre os da galera. O bar, antigamente conhecido como <strong>Adega 51 Cervejaria</strong>, hoje em dia atende pela alcunha de <strong>Baixo Gago</strong>. Um botequim espaçoso, com dois ambientes (ar-condicionado lá dentro), além da tradicional calçada, que não pode comportar mesas por conta da frescurite aguda do prefeito. Conforme vocês poderão ver, os donos não se importaram em manter a mística que construiu a história do lugar.</p>
<p>O primeiro sinal de que há um respeito pelas tradições do lugar está na manutenção do toldo com o nome antigo. Tudo bem que a troca do mesmo seria um custo para os donos, além do fato de que o atual está nos trinques, mas a manutenção de aspectos tradicionais faz toda a diferença na hora de conquistar a simpatia de seus clientes. Dá pra ter uma ideia da entrada do botequim também. Deem uma olhada vocês mesmos:</p>
<p><a href="http://pelarua.files.wordpress.com/2011/12/foto-0273.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2266" title="Foto-0273" src="http://pelarua.files.wordpress.com/2011/12/foto-0273.jpg?w=450&#038;h=337" alt="" width="450" height="337" /></a></p>
<p>O segundo sinal está nas pedras portuguesas. Marca registrada da cidade maravilhosa, neste caso elas compõem o nome antigo do bar. Na foto é possível ler apenas parte do nome, pois achei que seria muita folga pedir pro pessoal do bar dar licença para uma simples foto. As pernas de Thiago (com sua chuteira nova) e Pedrinho, o joelho de molho, ficam em evidência:</p>
<p><a href="http://pelarua.files.wordpress.com/2011/12/foto-0274.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2267" title="Foto-0274" src="http://pelarua.files.wordpress.com/2011/12/foto-0274.jpg?w=450&#038;h=337" alt="" width="450" height="337" /></a></p>
<p>Nesta terceira foto, quase abaixo do teto que abarca o boteco, na linha do balcão, o atual nome. Vou lhes dizer que essa história de &#8220;Rei do petisco&#8221; não é mera bravata. O cardápio variado de salgados, torresmos, esfihas (que saem que nem água, ou melhor, cerveja por lá &#8211; também pudera, são iguais às famosas do Largo do Machado), bolinhos de bacalhau, kibes, pastéis, porções de batata, entre tantas outras coisas (a comida é certamente um diferencial do botequim), faz a alegria da galera.</p>
<p><a href="http://pelarua.files.wordpress.com/2011/12/foto-0275.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2268" title="Foto-0275" src="http://pelarua.files.wordpress.com/2011/12/foto-0275.jpg?w=450&#038;h=337" alt="" width="450" height="337" /></a></p>
<p>Feita a introdução, vamos ao banheiro, situado nos fundos à direita do ambiente refrigerado. A foto mostra a imagem que nós temos logo na entrada. Dá pra perceber de cara que é um espaço repleto de detalhes. A pia no canto direito, o mictório no esquerdo, o papel para as mãos no alto à direita, o papel higiênico e a lixeira ao fundo e a torneira do registro, verde, à esquerda. O banheiro comporta até duas pessoas, apesar de sua estreiteza. Os arquitetos têm muito o que aprender com a sabedoria popular na arte de otimizar seus espaços: <a href="http://pelarua.files.wordpress.com/2011/12/foto-0276.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2269" title="Foto-0276" src="http://pelarua.files.wordpress.com/2011/12/foto-0276.jpg?w=450&#038;h=337" alt="" width="450" height="337" /></a></p>
<p>Comecemos inversamente ao processo de utilizar o lavatório. Primeiramente vemos a pia, a saboneteira (para sabonetes líquidos) e a pontinha do porta-papéis (serão examinados detalhadamente mais tarde). Uma pia de quina, arredondada em sua abóbada, tendo o mármore em curva para não machucar os clientes. Prezando sempre pela higiene destes, sabonete e papel não faltam (e olha que na hora da foto &#8211; por conta do calor que fazia não foram necessárias tantas visitas &#8211;  já estávamos no adiantar da hora):</p>
<p><a href="http://pelarua.files.wordpress.com/2011/12/foto-0277.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2270" title="Foto-0277" src="http://pelarua.files.wordpress.com/2011/12/foto-0277.jpg?w=450&#038;h=337" alt="" width="450" height="337" /></a></p>
<p>Virando o olhar para a esquerda, o mictório. Ligado por cima à tubulação do bar, o detalhe máximo da imagem em questão está no limão estrategicamente colocado em seu interior para diminuir o odor das águas que saem dos joelhos alheios. Este mecanismo não é nenhuma novidade, mas faz com maestria seu papel. Oito furinhos compõem seu ralo (dois escondidos pelo limão), um modelo clássico!</p>
<p><a href="http://pelarua.files.wordpress.com/2011/12/foto-0278.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2271" title="Foto-0278" src="http://pelarua.files.wordpress.com/2011/12/foto-0278.jpg?w=450&#038;h=337" alt="" width="450" height="337" /></a></p>
<p>Seguindo em frente e virando à direita, chegamos agora no vaso sanitário. Não estava dos mais limpos, mas também pudera, o bar fecharia em menos de meia hora. A lixeira repleta de papel comprova que a movimentação por ali foi bastante intensa. A limpeza seria feita poucos minutos depois, pra deixar tudo nos trinques para o dia seguinte. A descarga de cordinha não foi flagrada, mas é perceptível pelo cano vertical grudado ao vaso. Nada a se queixar pelo adiantar da hora:</p>
<p><a href="http://pelarua.files.wordpress.com/2011/12/foto-0279.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2272" title="Foto-0279" src="http://pelarua.files.wordpress.com/2011/12/foto-0279.jpg?w=450&#038;h=337" alt="" width="450" height="337" /></a></p>
<p>Como falamos anteriormente, o banheiro em questão é repleto de detalhes. Aproveitando a edição comemorativa de fim de ano, destrincharemos três aspectos minuciosos para vocês. O primeiro, a parede que separa a primeira parte do reservado, onde ficam a pia e o mictório, da segunda, local da privada. De boa altura, cobre bem a visão de eventuais curiosos, tendo ainda dois rolos de papel higiênico para possíveis emergências e reposições. Mais uma vez, a higiene em primeiro lugar. Ainda podemos observar a porta, de madeira, pintada de marrom escuro, trazendo esses adesivos que viraram moda nos carros de passeio, um adulto entre dois meninos (o segundo não aparece) e duas bolas de futebol, representando parte da família de alguém de lá (não sei se é do Zé, pois sei que ele tem uma filha), ou talvez uma mera alegoria a simbolizar o banheiro masculino.</p>
<p><a href="http://pelarua.files.wordpress.com/2011/12/foto-0280.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2273" title="Foto-0280" src="http://pelarua.files.wordpress.com/2011/12/foto-0280.jpg?w=450&#038;h=337" alt="" width="450" height="337" /></a></p>
<p>O próximo detalhe traz os já mencionados porta-papel e saboneteira, ambos de composição plástica, um de tom bege e outro branco. O interruptor do banheiro surge como a novidade desta fotografia, raramente notado pelos frequentadores, apesar de não estar escondido, menos em situação de escuridão, na necessidade de se enxergar no breu para executar direitinho o objetivo proposto após adentrar no toalete (quando o bar está pra fechar, após a limpeza final, a luz é apagada). Ainda é possível ver a pontinha da torneira metálica da pia:</p>
<p><a href="http://pelarua.files.wordpress.com/2011/12/foto-0281.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2274" title="Foto-0281" src="http://pelarua.files.wordpress.com/2011/12/foto-0281.jpg?w=450&#038;h=337" alt="" width="450" height="337" /></a></p>
<p>A última foto traz um detalhe no mínimo curioso. No extremo canto esquerdo, no teto, vemos esse buraco, sem utilidade e aparentemente sem explicação. Conjecturamos que está ali por ser um canto ausente de encanamentos, mas não há nenhuma certeza de nada. Fica a proposta para você leitor, mande uma cartinha (na seção comentários do blog) para o Pela Rua com sua opinião e concorra a um agradecimento pela sua participação, sempre benvinda:</p>
<p><a href="http://pelarua.files.wordpress.com/2011/12/foto-0282.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2275" title="Foto-0282" src="http://pelarua.files.wordpress.com/2011/12/foto-0282.jpg?w=450&#038;h=337" alt="" width="450" height="337" /></a></p>
<p>Não é nem preciso falar que fechamos o bar. O grande Sabino ainda descolou aquelas últimas como cortesia, além de uns petisquinhos. Foi a primeira de uma leve série de despedidas encerradas na última rodada do brasileirão (quis propor ao João um brinde conjunto à aposentadoria de Angelim e à morte do doutor Sócrates, mas ele rejeitou humildemente a sua incursão neste seleto grupo). Saímos junto com o dono e funcionários, cada um pra um lado, afinal em buteco fechado não havia mais motivo para marcar território.  </p>
<p>Até mais! </p>
<p>P.S. Que a série Banheiros de Buteco está aos poucos conquistando admiradores por todo o globo terrestre não há a menor dúvida. Mas, finalmente, temos a primeira contribuição, do leitor e amigo Cizenando Cipriano Jr., o Sicrano do multiconceituado (com razão) blog <a title="Pau na Mesa" href="http://paunamesa.com/">Pau Na Mesa</a>. A dica não vem exatamente de um boteco, mas é de grande valia para futuros estudos. Vejam quanta beleza e inventividade na decoração do banheiro da Cachaçaria Dona Branca, em João Pessoa:  </p>
<p><a href="http://pelarua.files.wordpress.com/2011/12/cachac3a7aria-dona-branca.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2294" title="Cachaçaria Dona Branca" src="http://pelarua.files.wordpress.com/2011/12/cachac3a7aria-dona-branca.jpg?w=450&#038;h=337" alt="" width="450" height="337" /></a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/pelarua.wordpress.com/2260/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/pelarua.wordpress.com/2260/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/pelarua.wordpress.com/2260/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/pelarua.wordpress.com/2260/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/pelarua.wordpress.com/2260/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/pelarua.wordpress.com/2260/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/pelarua.wordpress.com/2260/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/pelarua.wordpress.com/2260/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/pelarua.wordpress.com/2260/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/pelarua.wordpress.com/2260/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/pelarua.wordpress.com/2260/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/pelarua.wordpress.com/2260/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/pelarua.wordpress.com/2260/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/pelarua.wordpress.com/2260/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pelarua.wordpress.com&amp;blog=8438715&amp;post=2260&amp;subd=pelarua&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O Futebol é quem perde</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Dec 2011 20:12:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pela rua</dc:creator>
				<category><![CDATA[Divagações]]></category>
		<category><![CDATA[Futebol]]></category>
		<category><![CDATA[Indignações]]></category>

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		<description><![CDATA[O campeonato brasileiro chega ao fim, mas todo dia surgem fatos novos a respeito do esporte que um dia foi chamado de bretão. Isso por um lado é bom, pois apimentam as discussões dos bares por aí afora. Por outro lado, as notícias não são nada boas, em vários sentidos, seja no lado esportivo, seja [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pelarua.wordpress.com&amp;blog=8438715&amp;post=2230&amp;subd=pelarua&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O campeonato brasileiro chega ao fim, mas todo dia surgem fatos novos a respeito do esporte que um dia foi chamado de bretão. Isso por um lado é bom, pois apimentam as discussões dos bares por aí afora. Por outro lado, as notícias não são nada boas, em vários sentidos, seja no lado esportivo, seja no lado humano, ou até mesmo no campo (ou melhor, fora do campo) dos negócios, maracutaias e trambiques que veem à tona ou ficam subliminarmente escondidas por aí. Mas, antes de se idignar, fiquemos com o lado humano.</p>
<p>O primeiro deles, obviamente, foi o falecimento precoce do ex-jogador e doutor Sócrates, craque dentro e fora dos gramados, capitão daquela baita seleção de 1982 (que seria melhor ainda não fossem algumas teimosias do técnico Telê, que como todo mundo possuía seus defeitos), pela qual vale sempre repetir aquela máxima que já virou clichê: não ganhou a Copa? Azar da Copa! Algum filho sem mãe recalcado pode vir aqui e retrucar dizendo que ele fumava, era alcoólatra, bebia mesmo após já ter tido seus problemas, enfim aquele papo no estilo Dráuzio Varela no Fantástico (não acho o Dráuzio de todo ruim, apenas tenho enormes ressalvas quanto a seus quadros televisivos) ou até mesmo de tom moralista. Todo mundo sabe que o consumo excessivo dessas substâncias pode causar sérios problemas de saúde aos usuários e, eventualmente, aos próximos, mas ao mesmo tempo ninguém pode tirar o direito do cara de aproveitar a vida do jeito que quiser, e foi o que ele fez. Li isso em vários blogs e textos, como por exemplo o blog do Flavio Gomes, da Espn Brasil, que tem uma frase muito bacana: &#8220;Sócrates morreu de tanto viver, que é uma boa forma de morrer&#8221; (leia o texto <a title="Blog do Flavio Gomes" href="http://flaviogomes.warmup.com.br/2011/12/porra-doutor/">aqui</a>).</p>
<p>Mas o mais importante que Sócrates fez fora de campo, sem dúvida alguma, foram suas atitudes e posições políticas. Jogador politizado é outra coisa, nunca coadunou com interesses escusos de dirigentes, empresários e outros canalhas metidos com futebol, se posicionou a favor da abertura política e democratização durante a ditadura, enfim não há o que contestar nesse sentido. Sua comemoração característica, o braço erguido, imortalizado pelo cracaço Atleticano Reinaldo, simbolizava o pensamento socialista e anti-opressor vigente. Poucos se rebelavam, por serem poucos os conscientes ou pelo fato de o medo ser generalizado (&#8220;coronelizado&#8221;, &#8220;majorizado&#8221;, &#8220;capitaneado&#8221;, enfim todas aquelas patentes que o pessoal aprendeu jogando <a title="Combate" href="http://4.bp.blogspot.com/-fMNZ2cq0-90/TjktXpSK-mI/AAAAAAAAATU/U1qhodXviv8/s1600/Jogo%2BCombate.jpg" target="_blank">combate</a>). O bom time da Democracia Corinthiana é exemplo disso. Só não foi mais emblemático porque (sem desmerecê-los, de forma alguma) havia times melhores do que eles nos anos 80, especialmente no Rio. Ainda assim, conquistaram seus títulos.</p>
<p>Uma coisa é certa: o Doutor não coadunava de maneira alguma com as políticas e os pulhas que vem comandando o futebol brasileiro e mundial de maneiras escusas. Em semana que se divulga mais uma denúncia contra o bicentenário brasileiro ex-presidente da Fifa, João Havelange (nascido Jean-Marie Faustin Goedefroid de Havelange &#8211; valeu sr. google!), um dos maiores responsáveis pela transformação do futebol em negócio, vale sempre relembrar aquela máxima de que &#8220;vaso ruim não quebra&#8221;. Vale o mesmo para figuras como o inescrupuloso Ricardo Teixeira, mas falar mal dele não é novidade. Outra  figura ingrata que o Doutor Sócrates vinha descendo o malho por conta, entre outras coisas, de seu relacionamento com o atual e <em>ad eternum</em> presidente da CBF é o tal do Andrés Sanchez, presidente do Corinthians, outrora braço-direito do ex-manda-chuva do clube, que saíra escurraçado pela torcida e demais conselheiros, mas que agora praticamente mantém uma relação de menina com seu ursinho de pelúcia com o sr. Teixeira e acabou por ganhar um cargo inventado de presente. O empreendedorismo do ex-atacante Ronaldo, atual Fofômeno (salve Bussunda!), também era alvo de críticas ferrenhas.</p>
<address> </address>
<address> <a href="http://pelarua.files.wordpress.com/2011/12/sc3b3crates.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2251" title="Sócrates" src="http://pelarua.files.wordpress.com/2011/12/sc3b3crates.jpg?w=450" alt=""   /></a></address>
<p>As relações entre cartolas e escroques da CBF acabou pondo em dúvida uma série de resultados e, consequentemente, o campeonato desse ano. Não estou aqui para julgar a regularidade do campeão de 2011, inegável, mas apenas para levantar, mais uma vez, o que durante meses foi reclamado por alguns torcedores. Não vou nem fazer piada com o vice-de-novo do Vasco (afinal já foram tantas), mas que alguns resultados ficaram em suspeita, especialmente após a aproximação fraternal entre aquela turma dos manda-chuvas, ah, isso ficou. Vascaínos reclamaram de uma série de gols mal anulados, expulsões sem explicaçõe se afins, que realmente sacanearam o time de São Januário, no entanto acho que no ano anteiror o Fluminense foi até mais garfado e ainda assim levantou o caneco (fato é que o time tricolor era muito melhor mesmo).  </p>
<p>O medo que essas relações escusas entre a cartolagem, empresários e demais safados de plantão está na possibilidade de se avacalhar de vez a maior paixão dos brasileiros (&#8220;a nível de&#8221; esporte, gente!). O Maraca, depredado, virou objeto de desejo de Eike Batista, que quer transformá-lo num lugar para eventos variados (o que seria sepultar de vez o gigante, é preciso reagir!), o Itaquerão (ô nome horroroso!) está sendo dado de presente sem custos pro Corinthians (não tinha um duto da Petrobrás lá que tornava a empreitada, no mínimo, perigosa?), conluio de Teixeira e Sanchez, Ronaldo praticamente sendo escolhido bola oficial da Copa, enfim, não sei onde isso vai parar, mas coisa boa da mão dessa gente não virá. Precisamos de mais gente do meio do futebol com capacidade de protestar e atuar politicamente, inclusive denunciando de dentro eventuais esquemas (nesse ponto, Romário continua surpreendendo e mostrando que é rei).</p>
<p>Voltando a falar de pessoas boas, essa semana também trouxe outro fato triste, ao menos para a massa Rubro-negra de todo o Brasil, foi a despedida de um grande ser humano do clube da Gávea. Ronaldo Angelim, a humildade em pessoa, autor do gol do título de 2009, o magro de aço, o verdadeiro Ronaldo, maior do que muito marketing de jogadores que após se aposentarem só jogam conta a classe.</p>
<p><a href="http://pelarua.files.wordpress.com/2011/12/ronaldo-angelim.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2248" title="Ronaldo Angelim" src="http://pelarua.files.wordpress.com/2011/12/ronaldo-angelim.jpg?w=450" alt=""   /></a></p>
<p>Provavelmente haverá alguma homenagem a esse ser humano na maior acepção da palavra, mas sempre será pouco. Ele que chegou em 2005, seria reserva em todos os times, mas ano após ano provou ser mais jogador do que Irineus e Moisés da vida, não perdendo o posto até onde as pernas lhe permitiram jogar em alta performance. Não foi brilhante, mas deu um banho em muito projeto de craque. Uma pena ter feito seu último jogo por causa de mais uma invenção de outro ex-técnico e &#8220;ex-croque&#8221;, especialista em queimar de promessas a veteranos, que o tacou na fogueira após meses sem jogar, com a função de ser a única peça de marcação do lado esquerdo contra um time que &#8220;só tinha lado direito&#8221;, veloz  e com alguma habilidade. Mas essa imagem rapidamente será apagada da lembrança de todos, o que ficará será a imagem do jogador modesto, torcedor, que passou um campeonato inteiro jogando e só levou um cartão amarelo por injustiça de um juiz que achou que sua queda no chão após um tranco fora cêra, o cara que ia para os treinos de carona ou no ônibus do clube, o cara que após a conquista do Hexa foi esperar sua mulher lhe buscar na rua escura ao lado da sede da gávea, o cara que assumia não estar jogando nada, o cara que fez gol de mão e após intervenção do repórter retrucou &#8220;eu ia cabecear, mas fui empurrado, bateu na mão mesmo&#8221;, o cara que com um ano e meio de clube, sem fazer autopromoções, ganhou uma bandeira de torcida organizada com seu rosto e nome (merecidíssima, por sinal, assistia aos jogos sempre próximo da tal bandeira), enfim O cara.</p>
<p>Os leitores que corajosamente chegaram até aqui a essa altura devem estar se perguntando o que tem a ver o &#8230; com as calças, afinal Sócrates era politizado e aparentemente Angelim não. Realmente são duas personalidades diferentes, marcantes à sua maneira, que farão uma falta danada para o futebol. Infelizmente, o &#8221;Magrão&#8221; Sócrates nos deixou, mas o &#8220;Magro de aço&#8221; Angelim ainda tem alguma lenha para queimar, provavelmente na Fortaleza que o tornou conhecido pro futebol.</p>
<p>Não podemos jamais nos esquecer de exemplos como esses. Que continuem aparecendo jogadores assim, ao contrário, o futebol é quem perde. Vai ser um saco esse mês sem a bola rolar.</p>
<p>Até mais!</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/pelarua.wordpress.com/2230/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/pelarua.wordpress.com/2230/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/pelarua.wordpress.com/2230/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/pelarua.wordpress.com/2230/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/pelarua.wordpress.com/2230/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/pelarua.wordpress.com/2230/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/pelarua.wordpress.com/2230/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/pelarua.wordpress.com/2230/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/pelarua.wordpress.com/2230/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/pelarua.wordpress.com/2230/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/pelarua.wordpress.com/2230/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/pelarua.wordpress.com/2230/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/pelarua.wordpress.com/2230/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/pelarua.wordpress.com/2230/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pelarua.wordpress.com&amp;blog=8438715&amp;post=2230&amp;subd=pelarua&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Ronaldo Angelim</media:title>
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		<title>O centenário de Mário Lago</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Nov 2011 14:47:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pela rua</dc:creator>
				<category><![CDATA[Festividades]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>

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		<description><![CDATA[Mário Lago foi um multiartista. Poeta, compositor, rádioator, ator de tv, teatro, cinema, diretor, não eram poucas suas habilidades nesses meios, sendo o início de tudo no meio musical. De suas músicas, &#8220;Ai, que saudades da Amélia&#8221; provavelmente é a mais conhecida (é impossível não conhecê-la). Todo homem já deve ter pensado em como seria a vida [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pelarua.wordpress.com&amp;blog=8438715&amp;post=2213&amp;subd=pelarua&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pelarua.files.wordpress.com/2011/11/mc3a1rio-lago.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2223" title="Mário Lago" src="http://pelarua.files.wordpress.com/2011/11/mc3a1rio-lago.jpg?w=450" alt=""   /></a></p>
<p>Mário Lago foi um multiartista. Poeta, compositor, rádioator, ator de tv, teatro, cinema, diretor, não eram poucas suas habilidades nesses meios, sendo o início de tudo no meio musical. De suas músicas, &#8220;Ai, que saudades da Amélia&#8221; provavelmente é a mais conhecida (é impossível não conhecê-la). Todo homem já deve ter pensado em como seria a vida ao lado de uma mulher como Amélia, ao menos uma vez enquanto ouvia à música (queridas mulheres do meu Brasil e do mundo, antes de me &#8220;xingarem muito pelo twitter&#8221;, não estou sendo machista, falo apenas da possibilidade de isso acontecer um dia, tendo em vista as características patriarcais e machistas de nossa sociedade. Aliás sou de opinião de que seria terrível viver com uma mulher como Amélia, pois a ideia de mulher submissa não está com nada, o espaço que as mulheres conquistaram e ainda conquistarão um dia são de extrema necessidade para um mundo mais justo).</p>
<p>Voltando ao Mário, seu gosto pela noite também foi notável. Um dos muitos e admiráveis frequentadores das esquinas cariocas, da boêmia (segundo depoimento ao MIS &#8211; Museu da Imagem e do Som -, ele preferia essa acentuação ao invés de boemia com a sílaba tônica mais usual de hoje em dia), dos encantos da boa e velha Lapa dos anos 1930 e 1940, antes da primeira reforma que acabou com becos, cafés, leiterias e ruas como a tradicional Visconde de Bobadela (pros curiosos, a placa ainda resiste na fachada do mais que clássico Cosmopolita, na Travessa do Mosqueira com a Mem de Sá). Alto e magro, Mário era tido como um homem charmoso pelo pessoal da época. Dizem até que, por conta de seu estilo garboso,  teve um affair com a famosa &#8220;Dama do cabaré&#8221;, cantada por Noel Rosa. Talvez por isso não fossem amigos (ou seria um tremendo &#8220;fura olho&#8221;).</p>
<p>Tricolor fanático, lembro-me da imagem em seu velório com o caixão coberto por uma bandeira do Fluminense. Como ele chegou a viver bastante, ainda pude pegar alguns de seus papéis em novelas e séries, que de fato representavam em muito sua personalidade. Além da verve boêmia, nem sempre possível, seus personagens ao que me lembro também tinham, de alguma forma, uma consciência política (claro que em alguns casos a emissora de tv não dava muita brecha). Ele, militante comunista, sempre teve uma vida marcada pela ideologia e por muita luta. Demitido da Rádio Nacional após a famosa deduragem de César de Alencar, Hamilton Frazão e Celso Teixeira, preso após o golpe de 1964, atuante nas diretas, a favor de inúmeras greves e manifestações populares, muitas foram as bandeiras defendidas por Mário, sempre íntegro em suas convicções.</p>
<p>Agora é hora do &#8220;parágrafo crítica&#8221; (não poderia faltar). Não sou apenas eu, aliás sou somente uma pequena voz que vem martelando na tecla de que não se respeita nossa história. Houve um especial de tv, um ou outro evento pela cidade, mas o desprezo pela memória da cultura brasileira mais uma vez teve sua vez. Pouco se viu por aí de homenagem (e nesse ano tivemos só de centenários além de Mário Lago, Nelson Cavaquinho, Assis Valente, Pedro Caetano, Carmem Miranda e Synval Silva, por exemplo) aos nossos expoentes. Do anti-prefeito, anti-carioca por natureza, almofadinha de condomínio, playboyzinho criado a leite com pêra pela tia-avó que não deve nunca ter subido em árvore, andado descalço fora de casa ou apanhado chuva desprotegido à contrariedade de seus responsáveis, nunca esperei mais do que essa esnobação, mas nem por isso devo deixar de reclamar. O efeito catastrófico que essa imbecilidade crônica que comanda a cidade produz para a mesma é de dar calafrios. A essência do carioca pra esse bando de babacas deve ter alguma relação com esse mundo tecnocrata que eles tanto prezam, abdicando de toda a capacidade criativa e de improviso que sempre permitiu com que o carioca pudesse encontrar formas de sorrir diante das dificuldades, muitas das quais criadas por esses próprios ignóbeis da elite sebastiana. A política de cultura, não bastasse a falta de verbas, ainda sofre nas mãos desses vermes por conta desse descaso. </p>
<p>No entanto, enquanto houver na cidade a aura malandra e contestatória de Mário Lago e de tantos outros, podemos estar certos de que ainda há esperança para o Rio. Que seu centenário, comemorado dia 26 de novembro, não passe em branco (isso aqui já é uma forma de dizer que não passará). Que atire a primeira pedra aquele que tem algo contra!</p>
<p>Vamos terminar com umas musiquinhas, pra descontrair. De Mário Lago e Roberto Roberti (o vídeo está errado, não é do Ataulfo), Aurora (não queria pensar no carnaval, mas é inevitável):</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://pelarua.wordpress.com/2011/11/30/o-centenario-de-mario-lago/"><img src="http://img.youtube.com/vi/vajZ_ihBIzU/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>Outra de melodia linda é Nada além (parceria sua com Custódio Mesquita):</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://pelarua.wordpress.com/2011/11/30/o-centenario-de-mario-lago/"><img src="http://img.youtube.com/vi/tiJKkVjdDWY/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>Ai, que saudades da Amélia (Mário Lago e Ataulfo Alves, na voz do Ataulfo):</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://pelarua.wordpress.com/2011/11/30/o-centenario-de-mario-lago/"><img src="http://img.youtube.com/vi/XDtAUiTRzac/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>Atire a primeira pedra (outra parceria de Mário com Ataulfo, na voz de Orlando Silva - não o ex-ministro, mas o original, ídolo do rádio, o &#8220;cantor das multidões&#8221;):</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://pelarua.wordpress.com/2011/11/30/o-centenario-de-mario-lago/"><img src="http://img.youtube.com/vi/Nxz5rFEIOMY/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>Até mais!</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/pelarua.wordpress.com/2213/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/pelarua.wordpress.com/2213/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/pelarua.wordpress.com/2213/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/pelarua.wordpress.com/2213/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/pelarua.wordpress.com/2213/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/pelarua.wordpress.com/2213/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/pelarua.wordpress.com/2213/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/pelarua.wordpress.com/2213/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/pelarua.wordpress.com/2213/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/pelarua.wordpress.com/2213/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/pelarua.wordpress.com/2213/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/pelarua.wordpress.com/2213/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/pelarua.wordpress.com/2213/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/pelarua.wordpress.com/2213/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pelarua.wordpress.com&amp;blog=8438715&amp;post=2213&amp;subd=pelarua&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O mês das meninas</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Nov 2011 03:46:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pela rua</dc:creator>
				<category><![CDATA[Festividades]]></category>

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		<description><![CDATA[Você, caro leitor, certamente deve estar se perguntando de quais meninas falo, afinal não existe nenhuma data que institucionalize o mês de novembro como &#8220;mês das meninas&#8221; (algo que ocorre por exemplo com o mês de março como o mês das mulheres, por causo do dia 8, ou outubro como o mês das crianças, por [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pelarua.wordpress.com&amp;blog=8438715&amp;post=2187&amp;subd=pelarua&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Você, caro leitor, certamente deve estar se perguntando de quais meninas falo, afinal não existe nenhuma data que institucionalize o mês de novembro como &#8220;mês das meninas&#8221; (algo que ocorre por exemplo com o mês de março como o mês das mulheres, por causo do dia 8, ou outubro como o mês das crianças, por conta do dia 12). Obviamente não falo disso. Como em todo grupo de amigos, existem alguns &#8220;meninos&#8221; e &#8220;meninas&#8221; que fazem parte da galera. Apesar de, desde os tempos de adolescência, conviver em grupos onde a maioria sempre foi masculina (aí encontro raízes em minhas turmas escolares, predominantemente masculinas, vai entender?), nunca deixamos de lado a presença feminina, perfeita para dar aquela &#8220;quebrada&#8221; na masculinidade e tornar o papo mais sutil e recomendável para todos os públicos (não que quando elas estão longe sejamos todos uns ogros).</p>
<p>O grupo de amigos em questão também possui, portanto, suas meninas. Variáveis quanto ao número, visto que a vida tem dessas coisas, podemos dizer que ao menos três delas são constantes e fundamentais para o grupo. E pra aumentar a coincidência, calhou de as três, amicíssimas, nascerem no mês de novembro. Não é a toa que volta e meia elas resolvem dar uma festa juntas. O mês de novembro costuma me aflorar diversas emoções e sentimentos, fiquemos apenas com esses de intensa alegria. E não vamos falar de marmanjo, que não é o momento.</p>
<p>Aqueles que nos conhecem provavelmente já devem saber de que falo aqui de Lina, Clarisse e Isadora. Três meninas espetaculares, cada uma com seu jeito, de certo modo complementar. Lina, ou &#8220;Linão&#8221; (mentira, pouquíssimos a chamam assim), é a mais recatada, digamos assim, nem palavrão a menina fala, a fineza em pessoa. Clarisse, por sua vez, é mais expansiva em suas atitudes, mais espevitada, daquelas que gritam o nome das pessoas que chegam no local, sempre sorrindo com a boca bem aberta. Por último e não menos importante, a mais malandra de todas, Isadora, com sua fala mansa e gingada, além de suas sacações sobre todos os assuntos, sempre na mosca, conselheira nata.</p>
<p> Apesar de serem definições bastante rasteiras das três, que mereceriam e são muito mais, ficaremos por aqui, pois não é essa a intenção da presente postagem. Falávamos sobre a festa que elas volta e meia dão juntas (por acaso não será assim neste ano, por complicações nas agendas, segundo me disseram semanas atrás), ou melhor A Festa, com letras maiúsculas, que elas ano sim, ano não, costumam organizar. Mas não é A Festa por causa de alguma mega-produção, ou qualquer coisa do gênero. Tudo é na base do isopor, do cooler, cada um traz seu engradadinho de cervejas (tem um sujeito que leva sempre seu mate) e tá tudo certo. O som também, nenhum dj especial, apenas um computador , umas duas caixas de som e cada um vai lá e seleciona as músicas que quer ouvir (Thiagão é mestre!). A única coisa que exige uma preparação com algumas horas de antecedência, tirando o gelo, fundamental para o bom andamento desse tipo de evento, são os aperitivos, suas pastas, torradinhas e pãezinhos, além, é claro, do bolo.</p>
<p>O ambiente também é perfeito e com vista privilegiada, para a baía de guanabara, em pleno terraço na urca. A meninas têm uma sorte danada, pois nunca acontece de chover (o máximo de contratempo que já houve foi a bomba d&#8217;água ter queimado ano passado, sem maiores prejuízos para a festinha). As pessoas, não preciso falar nada, ou melhor, preciso. Dão um espetáculo à parte, tornam toda a coisa animada (pois todo mundo sabe que não adianta nada a fôrma estar perfeita se não tiver o conteúdo pra torná-la agradável). É impossível não rir litros durante a festa. Volta e meia vem também um convidado especial: primos de um, amigo de outros, agregados em geral (eu mesmo, longínquos anos atrás, acho que fui um desses agregados), todos são bem vindos, claro que o bom senso é necessário pra caber todo mundo. Ano passado, quase exagerei ao trazer 3 de Brasília que estavam perdidos pela lapa após um showzinho que começou e terminou cedo. Melhor fez o mano João, que certa feita avisou o primo, o ser humano máximo André, e o cara se deslocou de Belo Horizonte só pra não fazer desfeita do convite.</p>
<p>Como é tradição de suas festinhas, o negócio rola até tarde, ou melhor, até cedo. Quem nunca viu o sol nascer nas festinhas das meninas não pode dizer que um dia lá esteve. A famosa &#8220;larica matinal&#8221;, quando os estômagos, cansados de mastigar cerveja, urram por algo sólido, é um momento necessário. Claro que o líquido amarelado não necessariamente é abandonado, visto que a essa altura, nada mais é obstáculo. O &#8220;enterro dos ossos&#8221; dias depois também se faz necessário (lembro quando certa vez Lina me ligou desesperada porque sobraram 40 latinhas de uma festa, mas infelizmente eu não estava no Rio).</p>
<p>Mas o melhor de tudo da festa é sem dúvida o sentimento de irmandade que se exala nestas festas. Ver o amanhecer perto de pessoas maravilhosas (ou dormir nas cadeiras e perdê-lo perto de pessoas maravilhosas, vide eu e Clarisse, exaustos, ano passado) vale mais do que muita festa por aí. Outra coisa que faz falta é acordar no dia seguinte em frangalhos , almoçar e sair correndo para o Maracanã (sim, as festas sempre caíam em sábados vésperas de Maraca &#8211; que saudade esse gigante nos faz!), sempre ficando na mesma região do estádio, encontrando sempre os mesmos fanáticos vindos de toda parte do Rio.</p>
<p>Apenas à guisa de conclusão, não é porque neste ano as três resolveram fazer as festas em separado (uma já foi &#8211; não vou dizer o de quem, pois não seria elegante dizer qual delas é a menos nova - e o convite das outras duas já veio) que a comemoração será menor. Eu que tenho a amizade como um dos maiores valores que podemos compartilhar com as pessoas, estou certo de que as três, bebês encomendados num carnaval de outrora, merecem mais e mais, sempre!</p>
<p>Até mais e que venham as festinhas!</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/pelarua.wordpress.com/2187/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/pelarua.wordpress.com/2187/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/pelarua.wordpress.com/2187/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/pelarua.wordpress.com/2187/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/pelarua.wordpress.com/2187/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/pelarua.wordpress.com/2187/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/pelarua.wordpress.com/2187/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/pelarua.wordpress.com/2187/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/pelarua.wordpress.com/2187/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/pelarua.wordpress.com/2187/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/pelarua.wordpress.com/2187/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/pelarua.wordpress.com/2187/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/pelarua.wordpress.com/2187/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/pelarua.wordpress.com/2187/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pelarua.wordpress.com&amp;blog=8438715&amp;post=2187&amp;subd=pelarua&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Banheiros de Buteco (VIII)</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Nov 2011 23:16:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pela rua</dc:creator>
				<category><![CDATA[Banheiros de Buteco (a série)]]></category>

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		<description><![CDATA[Senhoras e senhores, ajeitem-se em suas cadeiras pois está chegando mais uma edição da única coisa que presta neste blog (mentira, as homenagens também tem lá sua serventia), a série banheiros de buteco, agora em sua oitava edição. O palco, ou melhor, o balcão, ou mais precisamente, o banheiro  da vez mais uma vez está situado no [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pelarua.wordpress.com&amp;blog=8438715&amp;post=2164&amp;subd=pelarua&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Senhoras e senhores, ajeitem-se em suas cadeiras pois está chegando mais uma edição da única coisa que presta neste blog (mentira, as homenagens também tem lá sua serventia), a série banheiros de buteco, agora em sua oitava edição.</p>
<p>O palco, ou melhor, o balcão, ou mais precisamente, o banheiro  da vez mais uma vez está situado no bairro do Flamengo, que além do belo nome, também dá morada a diversos botequins. No entanto, pela primeira vez nesta série, o local escolhido situa-se na rua Senador Vergueiro, entre a praia do Flamengo e a Rua Marquês de Abrantes, ligando a praia de Botafogo à praça José de Alencar, onde se inicia a rua do catete (aula de geografia grátis pra vocês!). No entanto, voltemos espacialmente à proximidade com a praia, mais precisamente no primeiro quarteirão da Senador Vergueiro. O Bar em questão traz um nome sugestivo, especialmente para a ocasião de suas fotos: <strong>Sonho do Flamengo</strong>. Tudo bem, explico.</p>
<p>Era domingo de FlaXFlu, o clássico mais charmoso e mais imprevisível do futebol mundial. Eu, pra variar, chegava com o jogo já começado por conta de um almoço de domingo estendido, mas ainda bem no iniciozinho, ouvindo em meu radinho com os fones no ouvido. Por conta do delay absurdamente aumentado que as tevês a cabo possuem, em um ataque perigoso do Fluminense, comecei a cumprimentar a todos, sem me dar conta de que os todos em questão ainda não sabiam do desfecho da jogada, que não deu em nada. Foi apenas mais um atrapalhado cartão de visitas (quem me conhece, já está acostumado).</p>
<p>O bar estava cheio, de modo que sobrara para meu pessoal apenas espaço na calçada, encostado a banca de jornal, fechada. Todos virados para as telinhas (cada uma num canto do bar, dispostas uma em cada sentido e viradas uma de frente para a outra), em ordem de posição lá estavam Francisco, Renata, Leonardo (o único tricolor da galera presente), João, a mesa e Pedrinho. O bar cheio, com a maioria torcendo para o mais querido, nenhuma novidade até aí. Na falta de lugar melhor, fiquei de costas para a mesa. E foi assim durante o tempo inteiro, de costas pra cerveja não havia muita alternativa senão prestar atenção no jogo, que pendia para o Fluminense, mas acabou com uma virada histórica do Rubro Negro, com direito a show do argentino Dario Bottinelli, 3&#215;2 para o Fla. O clima do bar foi perfeito, tranquilo, com direito a gozações de ambos os lados. Especialmente um senhor tricolor que falou demais durante o jogo e teve que ouvir calado a virada.</p>
<p>Após o fim da peleja, entre outras coisas, veio a vontade de ir ao toalete. Mas antes, vamos inaugurar uma novidade por esta série. A partir de agora, tentaremos apresentar a fachada dos botequins (pois ninguém garante que estaremos aptos a lembrar de tirar essa foto). O nome, <strong>Sonho do Flamengo</strong>, embora de difícil realização (especialmente em se tratando de um time comandado por um ex-técnico que vive de nome, marra e não conseguiu definir um esquema tático, armar a defesa e cisma com opções equivocadas, em mais de um ano frente ao clube, sem falar na diretoria omissa e outros que não merecem nem ter o nome citado neste valioso espaço digital), traduz o acontecido naquela noite. À esquerda, na tv, o técnico tricolor Abel reclamando, pouco antes de vir a público reforçar que não abaixaria a calcinha para ninguém:</p>
<p><a href="http://pelarua.files.wordpress.com/2011/11/foto-02661.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2182" title="Foto-0266" src="http://pelarua.files.wordpress.com/2011/11/foto-02661.jpg?w=450&#038;h=600" alt="" width="450" height="600" /></a></p>
<p> Após seguir reto até o fundo do bar, encontrando a pia e virando à esquerda, o banheiro masculino surge como o oásis da redenção. Um oásis pequeno, é verdade, mas nada apertado, de modo a satisfazer as necessidades do momento. Nessa primeira foto, vocês podem observar  o mictório e sua descarga.  Peça única, perfeita para toaletes unitários: <a href="http://pelarua.files.wordpress.com/2011/11/foto-0267.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2178" title="Foto-0267" src="http://pelarua.files.wordpress.com/2011/11/foto-0267.jpg?w=450&#038;h=600" alt="" width="450" height="600" /></a></p>
<p>Na próxima foto, observem bem o chão quadriculado, preto e branco (o leitor mais atento já teria percebido na foto anterior) . Dá pra ter uma boa noção da largura do lugar. Se repararem bem, além da ponta de meu tênis esquerdo no canto inferior, perceberão que o ralo é torto. A assimetria em meio a formas quadráticas. O chão estava meio molhado, pois o sujeito que usou o mictório antes de mim fez o favor de jogar água pra fora da pia (que fica fora do banheiro): </p>
<p><a href="http://pelarua.files.wordpress.com/2011/11/foto-0268.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2179" title="Foto-0268" src="http://pelarua.files.wordpress.com/2011/11/foto-0268.jpg?w=450&#038;h=337" alt="" width="450" height="337" /></a></p>
<p>Na próxima imagem, a porta metálica. O código tácito do frequentador de buteco diz que é de bom tom manter a porta fechada. Como privo, além disso, pela segurança acima de tudo, vocês podem verificar que o trinco também foi fechado (vai que algum desavisado escancara a porta em pleno ato). A maçaneta, intacta, abaixo:</p>
<p><a href="http://pelarua.files.wordpress.com/2011/11/foto-0269.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2180" title="Foto-0269" src="http://pelarua.files.wordpress.com/2011/11/foto-0269.jpg?w=450&#038;h=600" alt="" width="450" height="600" /></a></p>
<p>Nesta última foto, o detalhe que já virou tradição desta série. Vocês podem perceber o improviso e a tecnologia no buteco a serviço de todos. Para evitar a bateção da porta, que com o tempo destruiria a mesma e arranharia o ladrilho, colocaram borrachinhas na parede como forma de absorção do impacto. Reparem bem que o troço é colado na base do durex mesmo. Engenhosidade dessas, você &#8220;só&#8221; encontra em um buteco. <a href="http://pelarua.files.wordpress.com/2011/11/foto-0270.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2181" title="Foto-0270" src="http://pelarua.files.wordpress.com/2011/11/foto-0270.jpg?w=450&#038;h=600" alt="" width="450" height="600" /></a></p>
<p>Foi um placar muito comemorado, afinal não haveria lugar melhor para assistir àquele jogo, que manteve vivo o sonho do Flamengo. Leonardo não foi sacaneado, teve o consolo com Carol e se portou bem, ficando ainda um pouco mais, ao contrário do falador durante o jogo, que não suportou as gozações, pagou a conta e foi embora.</p>
<p>Até mais!</p>
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		<title>Nelson Cavaquinho 100 anos</title>
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		<pubDate>Sat, 29 Oct 2011 18:00:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pela rua</dc:creator>
				<category><![CDATA[Festividades]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais um centenário é celebrado neste blog. A figura da vez é Nelson Antônio da Silva, o Nelson Cavaquinho. Essa é a postagem número 100 do aclamado (?) Pela Rua, e não é para menos. Há exatos cem anos (mais ou menos, pois ele mesmo já disse ter nascido no dia 28 e não no 29) vinha [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pelarua.wordpress.com&amp;blog=8438715&amp;post=2141&amp;subd=pelarua&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pelarua.files.wordpress.com/2011/10/nelson_cavaquinho.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2147" title="Nelson Cavaquinho" src="http://pelarua.files.wordpress.com/2011/10/nelson_cavaquinho.jpg?w=300&#038;h=214" alt="" width="300" height="214" /></a></p>
<p>Mais um centenário é celebrado neste blog. A figura da vez é Nelson Antônio da Silva, o Nelson Cavaquinho. Essa é a postagem número 100 do aclamado (?) Pela Rua, e não é para menos. Há exatos cem anos (mais ou menos, pois ele mesmo já disse ter nascido no dia 28 e não no 29) vinha ao mundo aquele que encantou a todos com sua voz peculiar de &#8220;taquara rachada&#8221;, rouca que só a dele. Mas não vamos falar mal disso , de forma alguma. Sua voz se tornou marca registrada, assim como seu jeito peculiar de tocar violão.</p>
<p>Não é proposta dessa postagem realizar sua biografia (aliás, nunca é, em nenhuma das figuras homenageadas o foi), apenas feita para reavivar, se é que precisa, a história de um dos maiores expoentes do samba e da música brasileira. Bom de bola, jogador do Barreira na juventude, mais tarde soldado da polícia militar graças ao seu pai, rapidamente Nelson abandonaria esta vida para dedicar-se à música e à boemia. Também pudera, era seu trabalho fazer rondas noturnas a cavalo nas intermediações da mangueira, onde conheceu, entre outros, Cartola e Carlos Cachaça, aí já viu.</p>
<p>Reza a lenda que, em virtude das bebedeiras homéricas, o cavalo aprendeu a se deslocar sozinho de volta para o quartel, carregando um moribundo guarda, dormindo apagado, em seu lombo. Certa vez, dizem, o cavalo cansou de esperar pela volta de Nelson e retornou sozinho. Não deu outra. Era uma vez um emprego, felizmente para nós. Começava uma carreira, das maiores do samba. O mundo ficou mais bonito com suas músicas.</p>
<p>Dessas, o tema da morte foi bastante recorrente, representando não o medo, mas a certeza de seu desencarnar. A Estação Primeira de Mangueira, escola de seu coração, também em muitas oportunidades foi tema de suas músicas, assim como foram muitas as musas e canções com letras doloridas. No entanto, a imagem que fica dele é sempre a de amizade. Um cara franco, um exemplo de ser humano. Caridoso que só ele (não à toa, Caridade era sua canção mais sincera, segundo o próprio), também foi retribuído pelos outros grandes da Mangueira &#8211; e aqui eu conto talvez a única história inédita dessa postagem &#8211;  como no caso de uma filmagem (que meu pai participou junto com a equipe, no que seria um lançamento para divulgação da gravadora EMI, que nunca acabou saindo, embora ainda haja os negativos por aí), que seria provavelmente Alvorada de Cartola, mas, por vontade do próprio Angenor e de Carlos Cachaça, que bebiam com a produção, a música escolhida foi Sempre Mangueira, de Nelson Cavaquinho, como presente de mestre para mestre, a ser cantada pela guerreira Clara Nunes. O curioso dessa história é que Nelson não apareceu nas filmagens, provavelmente por estar bebendo em algum buraco. Carlos Cachaça e Cartola apareceram no clipe, além, é claro, da energia pulsante de Clara.</p>
<p>Voltando ao Nelson, várias foram suas parcerias no meio musical, tendo como destaque Guilherme de Brito, outro monstro sagrado. Batendo ponto nos balcões dos botequins da praça Tiradentes, muitas foram as canções que se originaram ao redor do líquido amarelado, de amigos, de figuras típicas do centro, especialmente o pessoal do submundo carioca, mendigos, vagabundos, prostitutas e toda sorte de frequentadores daqueles balcões. Um cenário pra lá de inspirador, onde Nelson se sentia em casa. Ainda está pra nascer alguém que beba o que o grande Nelson bebeu ao longo de sua vida (e olha que não faltam concorrentes). Ele, que tinha o hábito de abrir os trabalhos na segunda-feira e só terminar na quinta, utilizando sexta, sábado e domingo para se recuperar, não era nada convencional nesse sentido. Eu, que nasci depois de sua morte, muito provavelmente não o encontraria nunca em um bar, pois faço exatamente o contrário, em proporções certamente muito menores. Aliás, muitas de suas parcerias somente existiram por conta do bar, pois, na falta de dinheiro pagava-se com parceria, nada mais humano. </p>
<p>É, por outro lado, muito triste ver qo quão pouco ele é lembrado. Uma cidade que ele tanto amou à sua maneira, mas que infelizmente não o homenageia à altura. Tive a poportunidade de ontem assistir à sua homenagem com a velha-guarda da Mangueira e o cracaço Elton Medeiros, sensacional (santa folga!). Os músicos, a bem da verdade, nunca deixaram de homenageá-lo. Jogam no mesmo time (mas não vamos falar sobre o time de futebol dele, pois todo mundo já sabe, hehe). Sem mais delongas, vamos logo às suas músicas:</p>
<p>A flor e o espinho:</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://pelarua.wordpress.com/2011/10/29/nelson-cavaquinho-100-anos/"><img src="http://img.youtube.com/vi/qY7g_uSgysE/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>Sempre Mangueira:</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://pelarua.wordpress.com/2011/10/29/nelson-cavaquinho-100-anos/"><img src="http://img.youtube.com/vi/nH0aAQk4AaY/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>Folhas Secas:</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://pelarua.wordpress.com/2011/10/29/nelson-cavaquinho-100-anos/"><img src="http://img.youtube.com/vi/aXjPXDjbcvo/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>Rugas:</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://pelarua.wordpress.com/2011/10/29/nelson-cavaquinho-100-anos/"><img src="http://img.youtube.com/vi/D25KzWqTLGM/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>Juizo Final:</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://pelarua.wordpress.com/2011/10/29/nelson-cavaquinho-100-anos/"><img src="http://img.youtube.com/vi/rgcTGJQNNe8/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>Quando eu me chamar saudade:</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://pelarua.wordpress.com/2011/10/29/nelson-cavaquinho-100-anos/"><img src="http://img.youtube.com/vi/jNNZUFH8R3s/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>Uma dele tocando cavaquinho (Caminhando):</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://pelarua.wordpress.com/2011/10/29/nelson-cavaquinho-100-anos/"><img src="http://img.youtube.com/vi/QuR4xK0Yhyk/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>Minha festa:</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://pelarua.wordpress.com/2011/10/29/nelson-cavaquinho-100-anos/"><img src="http://img.youtube.com/vi/7R1hDjcx4ak/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>Pranto de poeta (com Cartola cantando e curtíssima participação de Nelson):</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://pelarua.wordpress.com/2011/10/29/nelson-cavaquinho-100-anos/"><img src="http://img.youtube.com/vi/AA6-Iwb1Ovk/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>E pra finalizar (selecionei apenas algumas porque ele tem muita coisa boa) o curta-documentário de Leon Hirszman sobre Nelson Cavaquinho:</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://pelarua.wordpress.com/2011/10/29/nelson-cavaquinho-100-anos/"><img src="http://img.youtube.com/vi/6VTH_T00gnY/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>Até mais!</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/pelarua.wordpress.com/2141/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/pelarua.wordpress.com/2141/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/pelarua.wordpress.com/2141/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/pelarua.wordpress.com/2141/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/pelarua.wordpress.com/2141/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/pelarua.wordpress.com/2141/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/pelarua.wordpress.com/2141/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/pelarua.wordpress.com/2141/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/pelarua.wordpress.com/2141/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/pelarua.wordpress.com/2141/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/pelarua.wordpress.com/2141/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/pelarua.wordpress.com/2141/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/pelarua.wordpress.com/2141/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/pelarua.wordpress.com/2141/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pelarua.wordpress.com&amp;blog=8438715&amp;post=2141&amp;subd=pelarua&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>E se o sistema quebrar?</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Oct 2011 15:51:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pela rua</dc:creator>
				<category><![CDATA[Divagações]]></category>

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		<description><![CDATA[Essa imagem vem circulando pela rede nos últimos dias. E não é para menos. Diversas são as manifestações contra esse sistema injusto e dseigual. Os banqueiros e especuladores não podem continuar sendo os únicos favorecidos econômicamente. A crise só afeta quem já vive com a corda no pescoço. Não creio que será uma ruptura por agora, afinal, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pelarua.wordpress.com&amp;blog=8438715&amp;post=2128&amp;subd=pelarua&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pelarua.files.wordpress.com/2011/10/marx-e-o-capitalismo.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2131" title="Marx e o capitalismo" src="http://pelarua.files.wordpress.com/2011/10/marx-e-o-capitalismo.jpg?w=450&#038;h=598" alt="" width="450" height="598" /></a></p>
<p>Essa imagem vem circulando pela rede nos últimos dias. E não é para menos. Diversas são as manifestações contra esse sistema injusto e dseigual. Os banqueiros e especuladores não podem continuar sendo os únicos favorecidos econômicamente. A crise só afeta quem já vive com a corda no pescoço. Não creio que será uma ruptura por agora, afinal, já dizia o próprio Marx (não com essas palavras, que fique bem claro) que um modo de produção somente se esfacela quando já estão esgotadas todas as possibilidades de desenvolvimento de seu sistema. Mas há um processo em gestação. Já falei isso por aqui antes, o fim do mundo está previsto para 2012, talvez não literalmente, mas quem sabe não será esse mundo capitalista tal qual o conhecemos que esteja chegando ao fim?</p>
<p>Qualquer afirmação nesse momento seria meramente especulativa e oportunista. Uma coisa é certa, muitos &#8221;analistas&#8221; que falam apenas o que interessa a determinados grupos estão quebrando a cara. É por isso que nunca abandonei os clássicos. </p>
<p>Somos os 99%, ou até mais do que isso. Até mais!</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/pelarua.wordpress.com/2128/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/pelarua.wordpress.com/2128/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/pelarua.wordpress.com/2128/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/pelarua.wordpress.com/2128/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/pelarua.wordpress.com/2128/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/pelarua.wordpress.com/2128/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/pelarua.wordpress.com/2128/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/pelarua.wordpress.com/2128/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/pelarua.wordpress.com/2128/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/pelarua.wordpress.com/2128/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/pelarua.wordpress.com/2128/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/pelarua.wordpress.com/2128/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/pelarua.wordpress.com/2128/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/pelarua.wordpress.com/2128/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pelarua.wordpress.com&amp;blog=8438715&amp;post=2128&amp;subd=pelarua&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Pela rua</media:title>
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			<media:title type="html">Marx e o capitalismo</media:title>
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